Honestamente, minha vida estava meio parada, o trabalho não tinha nada de interessante, apenas mulheres fazendo fofoca enquanto eu cortava e escovava seus fios de cabelo. Então, como entretenimento, minha esposa me emprestou o livro "O Oceano no Fim do Caminho", do grande ícone Neil Gaiman.
Lançado em 2008 pela
editora Intrínseca, “O Oceano no Fim do Caminho” é um livro fantástico e
repleto de reflexões sobre os mais profundos segredos da alma humana. Vale
dizer que, logo após as primeiras páginas, o livro desperta uma sensação de
anseio inexplicável – tanto que o devorei em uma única madrugada. A história começa com um homem, personagem central da trama
cujo nome não é revelado, que retorna ao local onde viveu há quarenta anos.
Sentado à beira do lago que a jovem Hempstock, de onze anos, costumava chamar
de oceano, o homem retoma lembranças de sua infância. Lembranças que, se fossem
contadas, não haveria alguém que acreditasse nelas.Aos sete anos, o menino e seus pais se mudaram para Sussex,
Inglaterra. Por problemas financeiros, eles alugaram um quarto da casa nova
para um sul africano que comete suicídio dentro do carro, ao fim da estrada
terrena, próximo à fazenda das Hempstock. A morte daquele homem foi o estopim,
a escuridão foi despertada, e era algo estranho e incompreensível para uma
criança. Lettie Hempstock – a garota que me fez estremecer enquanto lia – com
sua magia, amizade e sabedoria, promete que irá proteger o menino a todo custo
do mal que os assola. Diversas vezes, enquanto me deliciava com a leitura de “O
Oceano no Fim do Caminho”, coloquei-me a refletir sobre o lado obscuro das
lembranças. Com toda certeza, é um livro que li, leio e sempre lerei. Recheado
de emoções e fantasias, vale por cada segundo de páginas abertas.
É, de fato, uma recomendação excelente.

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